“Esguichar porra na cara da mulher é
o que há. Na boca, no nariz, nos olhos, nas bochechas, no cabelo - é lindo. E
fica mais lindo ainda quando elas lambem e sorvem a porra, que é pra você se
sentir o governador-geral da putaria. As boas fêmeas gostam disso. Algumas das
más também. E não é só em filme pornô, não. Bom, você deve saber disso tanto
quanto eu.”
" "Gostou?", Lolla me perguntou, empertigando o tórax para realçar seus melões artificiais. " Fiz no hospital, com médico, anestesista, tudo direitinho. Botei silicone cirúrgico, não desses industrial que as biba rampeira se injeta por aí. Aqui foi tudo de prima. Torrei um dindim retado."
"Ficou bom mesmo",
murmurei. Mas lembrar daquele maldito documentário fez desandar o rudimento de
tesão que eu começava a experimentar pela criatura à minha frente. Acho que
você desfruta melhor de peitos artificiais e embutidos de carne em geral se não
souber como são feitos, como já mais ou menos disse alguém."
“Mulher gosta de ouvir seu nome evocado pelo macho fodedor, mesmo que seja só um freguês repetindo um nome de guerra com que ela se apresentou. Mas, quando se trata de gandaia, prefiro meter numa mulher sem nome, numa buceta sem história, carne penetrável, gozável e ponto final. Isso me faz sentir vazio de nome, identidade, livre do peso de ser o velho e gasto eu mesmo, como o rio que perde forma, essência e nome quando se entrega às águas do mar. Pra que nomes quando se está dentro de uma buceta? Tanto que só dão nome às pessoas quando elas saem de lá. ”
"Fazer uma mulher rir é fundamental. Mas tem que ter cuidado: se ela ficar rindo demais, o tempo todo, é sinal de que você virou um palhaço. E palhaço não dá tesão em mulher nenhuma. Palhaço só dá medo em criança."
"a vida cotidiana pode ser bem divertida e pornográfica se você tiver olhos atentos."
"Meninas bonitas deviam todas seguir o padrão DDD de qualidade: Doidas, Dadeiras, Divertidas."
"O velho desconforto patafísico
de ser e estar em mim. Mas se eu fosse um outro qualquer tenho certeza que o
filhadaputa seria ainda pior que o meu atual mim mesmo."
Reinaldo Moraes, no livro Pornopopéia
“(...)
Fiquei pensando um monte também. Pensei, por exemplo, no meu finado casamento
com a Lia. Parece que agora foi pro saco mesmo. Não por ela estar dando prum
bostinha chamado Júlio, de intelecto brilhante e cuzão arrombado. Pra isso tô
cagando. Buceta, lavô tá nova. Não se trata disso, de ciuminhos pequeno-burgueses,
nem porra nenhuma do gênero. É que tá na cara que acabou. Simples assim. Cabo,
finito.”
“A famosa
depressão não cola em mim, sei lá por que motivo. Acho que a minha mioleira não
dispõe dos neurorreceptores da melancolia. Fico deprimido pra valer meia hora
por semestre, em média, se é que não se trata apenas de azia e má digestão. Já a
ansiedade é um fungo que se espalha endêmico por todo o meu aparelho volitivo –
a tal história de querer tudo ao mesmo tempo agora, em outro lugar. É o bicho a
ansiedade. Às vezes o bicho sossega um pouco, mas de cá de dentro, da jaula do
peito, não sai de jeito nenhum.”





