“O que Tylor fala sobre sermos o lixo e os escravos da
história é como me sinto. Queria destruir as coisas bonitas que nunca tive. Queimar
a floresta tropical amazônica. Bombear CFC direto para a camada de ozônio. Abrir
as válvulas de descarga dos tanques dos superpetroleiros e destampar as plataformas
de petróleo em alto-mar. Queria matar todos os peixes que não consigo comprar
para comer e sujar as praias francesas que nunca verei.
Queria que o mundo todo chegasse ao fundo do poço.
Enquanto batia naquele garoto, o que queria mesmo era atirar
entre os olhos de cada panda ameaçado de extinção que não trepava para salvar
sua espécie e de cada baleia ou golfinho que desistiu e se deixou encalhar na
praia.
Não pense nisso como extinção pense como diminuição de
pessoal.
Durante milhares de anos os humanos foderam, sujaram e
fizeram merda com este planeta e agora a história espera que eu limpe tudo.
(...)
Queria queimar o Louvre. Quebraria os mármores do Panteão com
uma marreta e limparia a bunda com a Mona Lisa. Esse é o meu mundo agora.
Este é o meu mundo, o meu mundo, e as pessoas antigas estão
mortas.”
“- Em que tipo de confusão você se mete todo fim de semana?
Respondo que simplesmente não quero morrer sem ter algumas
cicatrizes.”
“Que eu nunca me sinta completo.
Que eu nunca me sinta satisfeito.
Que eu nunca seja perfeito.”
“Você compra móveis. E pensa, este é
o último sofá que vou precisar na vida. Você compra o sofá e fica satisfeito
durante uns dois anos porque, aconteça o que acontecer, ao menos a parte de ter
um sofá já foi resolvida. Depois precisa do aparelho de jantar certo. Depois da
cama perfeita. De cortinas. E do tapete.
Então você
fica preso em seu belo ninho e as coisas que costumavam ser suas agora mandam
em você.”
"_ insônia é apenas um sintoma de algo
maior.- meu médico falou. - Descubra o que está errado de verdade, ouça o seu
corpo."
Chuck Palahniuk, no livro O Clube da luta



