domingo, 29 de dezembro de 2013

O dia ou a noite? por Egberto Turato

“Neste sábado, 5 de maio, vocês — apaixonados — já têm um compromisso. Olhar para o Céu e contemplar a maior Lua cheia dos últimos 19 anos. Às 23h35.
Confesso. Não sou do Sol. Eu sou da Lua! Raio solar ofusca ideias. Confunde sensações. Luar instiga pensamentos. Atiça percepções. As luzes do dia escancaram pessoas. As sombras da noite desvelam sujeitos. A claridade nos põe a nu ainda que estejamos vestidos. A penumbra nos recobre com seu manto ainda que estejamos despidos.
Sol é para trabalhar (que dureza!). Lua é para vadiar (que delícia!). O dia é do trampo. A noite é da balada.
Um encontro agendado às claras é para obscurecer os fatos. Um encontro desejado às escuras é para clarear as vivências. O dia é para reunião de homens que se pensam sérios. A noite é para partilha de gentes que se desejam risonhas. Na luz do dia, entra-se na fila do banco, na fila do açougue, na fila da farmácia. No brilho da noite, vai-se ao cinema, ao teatro, ao concerto. O que é mais prazeroso?
A Biofísica não explica como pode haver dois ruídos, sem significativas diferenças de propriedades sonoras entre si, ambos captados fisiologicamente do mesmo modo pelo sentido auditivo humano, porém um percebido como perturbador do sono e o outro não.
A resposta está nos significados que têm o Dia e a Noite, embora haja exceções para ambos os lados. À luz solar, os ruídos frequentemente incomodam: veículos buzinando nas esquinas, gentes tagarelando nos locais de trabalho, crianças gritando nos pátios das escolas, furadeiras atritando nas construções, faxineiros aspirando pó, pessoas gargalhando nas ruas, maquinários rangendo nas fábricas, bebuns berrando nos botecos.
Ao luar, no entanto, os ruídos em sua maioria são musicalizados e nos embalam: galos anunciando a madrugada, gatos miando nos muros, grilos cantando nos jardins, namorados cochichando ao ouvido, artistas soando violão em barzinhos.
O Sol incandesce e proíbe de ser visto. A Lua faz-se ver como um queijo… ai que vontade que dá!
O Sol é egoísta. Brilha tão intenso que não conseguimos ver os outros astros que estão lá atrás, de verdade, no espaço sideral durante o dia.
A Lua, não. Não quer roubar a cena de ninguém. Contenta-se em refletir raios de luz que a tangem. Conseguimos, na noite, ver as zilhões de outras estrelas, os planetas e até os esporádicos visitantes como os cometas.
Sol esquenta os briguentos. Lua é dos enamorados (sempre se soube disso…).
O Sol é uma bola sempre, não é pedagógico. A Lua tem fases, leva-nos ao aprendizado sobre a vida.
Quem consegue mirar o Sol ainda que por segundos? Galileu observou a Lua, observou, observou, observou…
Sol, não se aproxime, você ferve miolos! Você é grandão; assusta. Lua, chegue pertinho, você refresca a mente! Você é pedaço; dá leveza.
O Sol reina absoluto; obriga arrogantemente a Terra e seus irmãos-planetas a gravitarem em torno dele. Coitado! Um agregador sociológico, mas um solitário psicológico.
A Lua não quer governar; aceita humildemente girar em torno de nosso Planeta-Pátria. Bem-aventurada! Uma solitária em inter-relações celestes, mas uma agregadora de afetos.
Luis XIV gaba-se de ser o Rei-Sol. O Estado era ele. Pronto. Pobre alma com psicopatologia narcísica. Desconheço que alguma mulher, grande governante, pretendesse se arrogar com o título de Rainha-Lua. Imperatrizes, primeiras ministras, grandes empresárias não se identificam com um satélite. Satélite, rica alma: detém a bela psicologia do estar a serviço.
Ok, tudo isso é terna Poesia. Na frieza do discurso da Sra. Ciência, a verdade é inversa. Se o Sol se apagar, nossas vidas inexoravelmente sumirão. Se a Lua desprender-se para um ponto longínquo do Universo, é provável que pouco se alterará na terrestre biologia.
Acontece que a verdade poética é o avesso da verdade científica. No Sol se fez o Dia e ele regeu nossa Evolução. Porém na Lua se fez a Noite e ela nos deu a primazia dos Sentidos. O Sol permitiu a matéria. Importante e inferior. A Lua saltou-nos para o Símbolo. Relevante e sublime.
Querem me convidar pra jogar papo fora? Pra degustar um vinho tinto encorpado? Pra rir das coisas pequenas? Pra ouvir aquela canção na cítara?


Então esperem o Sol se pôr. Esperem a Lua aparecer. E me chamem…”

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

2 Charles Bukowski - O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio



“Não estou louco, mas também não estou são. Não, talvez eu esteja louco.”         

“Tenho lido os filósofos. São uns caras realmente estranhos, engraçados e loucos. Jogadores. Descartes veio e disse: é pura bobagem o que esses caras estão falando. Disse que a matemática era o modelo da verdade absoluta e óbvia. Mecanismo. Então, Hume veio com seu ataque à validade do conhecimento cientifico causal. E depois veio Kierkegaard: ‘Enfio meu dedo na existência – não tem cheiro de nada. Onde estou?’. E depois veio Sartre, que sustentava que a existência é absurda. Adoro esses caras. Embalam o mundo. Será que tinham dor de cabeça por pensar dessa forma? será que uma torrente de escuridão rugia entre seus dentes? Quando você pega homens como esses e os compara aos homens que vejo caminhando nas ruas ou comendo em cafés ou aparecendo na tela da TV, a diferença é tão grande que alguma coisa se contorce dentro de mim, me chutando as tripas.”

“O computador veio outra vez da oficina, mas não corrige mais a ortografia. Tentei de tudo para descobrir por quê. Provavelmente terei que ligar para a loja e perguntar para o cara: ‘o que é que faço agora?’. E ele vai dizer alguma coisa como: ‘você vai ter que transferi-lo do disco principal para o disco rígido.’ Provavelmente, vou acabar apagando tudo. A máquina de escrever está atrás de mim e diz: ‘Olhe, ainda estou aqui’. “

“Raramente encontro uma pessoa rara ou interessante. É mais que perturbador, é um choque constante. Está me tornando um maldito mal-humorado. Qualquer um pode ser um maldito mal-humorado, e a maioria é. Socorro!”

“Depois que você lê uma certa quantidade de literatura decente, simplesmente não há mais nada. Nos mesmos temos que escrever. Não há entusiasmo.”


“Acho que as pessoas que tem cadernos e anotam seus pensamentos são umas cretinas. Só estou fazendo isso porque alguém sugeriu que eu fizesse. Como você vê, não sou nem mesmo um cretino original.”

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

2 Pedaços de um caderno manchado de vinho - Charles Bukowski


“E desde então decidi que a POESIA é a forma mais curta, mais doce, mais explosiva. Para que escrever um romance se é possível dizer o mesmo em dez linhas?”

“Então eu era jovem e estava perdido; agora sou velho e continuo perdido.”

“A religião me parecia um jogo de vigaristas, um truque de espelhos e eu sentia que se houvesse alguma Fé, a fé deveria começar a partir de mim sem as facilidades dos auxílios pré-fabricados, deuses pré-fabricados...”

“A força animal e a energia dos meus companheiros humanos me assombravam: que um homem pudesse trocar pneus ao longo de um dia inteiro ou dirigir um caminhão de sorvetes ou concorrer a uma vaga no Congresso ou abrir as entranhas de um homem em uma mesa cirúrgica ou cometer assassinato, isto estava além da minha compreensão. Não queria nem começar. E continuo não querendo. Cada dia que eu conseguia escapar desse modo de vida tinha para mim um sabor de vitória.”

“represento como ninguém um certo tipo de pessoa: tomada por uma vasta depressão, por meditações infrutíferas e desejos reprimidos.”

“escrevo para ter uma função. Sem isso cairei doente e morrerei. É tanto parte de alguém como o fígado ou o intestino, e quase tão glamoroso quanto.”

"Quanto mais compacto e menor você se tornar, menor é a chance de errar ou de mentir."

“Você quer um final?
Escreva você mesmo.”


O amor é um cão dos diabos _ Charles Bukowski


“as relações humanas simplesmente não são duráveis.”

“eu sei que ela existe
Mas em que parte deste planeta ela está
Enquanto as putas continuam me encontrando?”

“estou tão acostumado à melancolia
que
a cumprimento como a uma velha
amiga.”

“não é apenas o foder e chupar
que alcançam o interior do homem
e o amaciam, são os extras,

está tudo nos extras.”

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Natal com Bukowski e Rubem Alves


feliz natal


agora vejamos

quem está na minha lista para o natal:

tem as 3 garotas furiosas

que me disseram para nunca mais

ligar de novo

e tem o cara do

Jiffy-Lube que disse que não tinha

tempo de trocar o óleo do meu carro

ontem

e tem aquele cara negro

do posto de pedágio

que levou pro lado pessoal

quando eu estava apenas brincando.

tem o cara que me vendeu

esta casa

que fez ele mesmo o encanamento

e fiação.

tem o machão que ganhou

8 milhões para lutar com o campeão

e desistiu porque disse

que tinha cólicas estomacais.

e tem o jóquei

do outro dia

que não aguentaria

a abertura da grade

quando eu tinha apostado nele 20 pila como vencedor,

e 20 como placê,

e daí tem todas as pessoas

que virão no dia de Natal ou

na véspera

ou no dia seguinte

porque é a temporada.

e daí tem todos os vizinhos

que não vão falar comigo

porque me ouviram outra

noite

quando eu corria pelo jardim em frente de casa

bêbado e pelado e praguejando,

atirando pedras.

e daí tem todos os balconistas

nos caixas em todo lugar

que parecem com estátuas de plástico

enquanto eu espero em longas filas

tentando reter um

movimento intestinal.


e daí, meu amigo, tem

você.

Charles Bukowski – Tempo de voo para lugar algum


"Eu tinha lido que mais gente se mata na véspera do Natal e no próprio dia de Natal, que em qualquer outra época. Ao que parece, esse feriado tem pouco ou nada a ver com o nascimento de Cristo."
"Fomos dar uma volta de carro, à procura de uma árvore de Natal. Eu não estava tão ansioso por uma árvore - Natal tinha sido sempre uma data triste na minha infância -, por isso não liguei pro fato de a gente não ter encontrado mais nenhum lugar aberto."



Mulheres



“O Natal anuncia que Deus fugiu de ser Deus. Invejou os prazeres que os homens podiam ter e ele não: dormir, tomar banho de cachoeira, chupar mexerica, brincar, fazer amor, ter que se esforçar por conseguir. A teologia cristã dá a isso o nome de ‘encarnação’. O Natal é Deus dizendo que divino, mesmo, é o humano.”


“Natal não é festa para crianças. Elas já sabem que Deus é criança. Não é festa para elas. É festa delas para os adultos. Por isso eu sugiro que no Natal as crianças façam coisas que nunca fizeram: que elas deem brinquedos como presentes para os seus pais, mesmo que sejam os brinquedos velhos. Aí quem sabe, o milagre acontece: os adultos viram crianças de novo e os filhos ganham, então, o melhor de todos os presentes: companheiros de brinquedo.”


“sagrado é aquilo que, mesmo depois de morrer, volta sempre, chamado pela voz da saudade.”


“Deus existe para nos curar da saudade.”


“O pensamento são as asas que Deus nos deu. Assim, tudo aquilo que proíbe o vôo livre do pensamento é contrário ao nosso destino. A questão não é pensar certo ou pensar errado. Afinal, quem sabe o que é certo e o que é errado?

Eu não respeitaria um Deus que, havendo nos dado asas, nos proibisse de voar.”


“Deus é mistério sobre o qual nada se pode falar. Ele está além da palavra. O que temos é um horizonte inominável. Idolatria é pretender capturar o inominável numa gaiola de palavras para, assim, dominá-lo, torna-lo previsível.”


Rubem Alves – O melhor de Rubem Alves

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Crônica de um amor louco - Charles Bukowski


"Tem mulheres com mais recursos que a medicina."

"é preciso sair um pouco de casa, senão você acaba numa fossa danada e não demora esta saltando também da janela."

"que mundo de merda, sem novidades e ainda por cima detesto a pobreza."

"certa vez conheci um cara que botava fígado cru dentro de um copo grande e fodia aquilo, nunca gostei de meter o meu troço dentro de qualquer coisa capaz de quebrar ou cortar. Imagina a gente procurando um médico com o pau sangrando todo  e tendo que explicar que ele se cortou enquanto fodia um copo."

"são raríssimas as pessoas com quem aguento ficar por mais de cinco minutos sem me chatear."

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Avesso - Ceumar


Pode parecer promessa
mas eu sinto que você é a pessoa
Mais parecida comigo que eu conheço
Só que do lado do avesso
Pode ser que seja engano, bobagem ou ilusão
De ter você na minha
Mas acho que com você eu me esqueço
E em seguida eu aconteço
Por isso eu deixo aqui meu endereço
Se você me procurar eu apareço
Se você me encontrar
Te reconheço...

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Ilusión (part. Julieta Venegas) Marisa Monte


Uma vez eu tive uma ilusão
E não soube o que fazer
Não soube o que fazer
Com ela
Não soube o que fazer
E ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei
Eu só sei que ela se foi
Mi corazón desde entonces
La llora diario
No portão
Por ella
No supe que hacer
Y se me fue
Porque la dejé
¿Por que la dejé?
No sé
Sólo sé que se me fue
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
É a ilusão de que volte
O que me faça feliz
Faça viver
Por ella no supe que hacer
Y se me fue
Porque la dejé
¿Por que la dejé?
No sé
Sólo sé que se me fue
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque no me dejo
Tratar de hacerla feliz
Porque la dejé
¿Por que la dejé?
No sé
Sólo sé que se me fue


Vontade de chorar quando escuto essa música e estou na tpm.

domingo, 1 de dezembro de 2013

O medo - Rubem Alves, no livro O sapo que queria ser príncipe.




José Castello, nos livros que escreveu sobre o Vinicius, referiu-se “a religião daqueles padres cinzentos, jesuítas, que só se impõe pela intimidação”. Intimidar é provocar medo. Essa tem sido a técnica favorita da igreja para ganhar conversos: ou a intimidação do Inferno ou a intimidação da fogueira.
            Dos meses que passou na prisão aguardando ser enforcado, Dietrich Bonhoeffer, um protestante que participou de um atentado frustrado para assassinar Hitler, pensou sobre o assunto. Ele observou que o cristianismo não tem mensagens para as pessoas saudáveis, fortes e felizes. Gente forte e feliz não se converte. É preciso primeiro destruir a sua força e felicidade por meio da intimidação. É somente então que as igrejas tem o que dizer.
            O poeta inglês William Blake detestava padres e pastores e lhes dedicou esse aforismo: “A lagarta escolhe as folhas mais bonitas para nelas botar os seus ovos; como o sacerdote que bota a sua maldição nas alegrias mais bonitas.”
            A imagem é grosseira mas não é minha, é do apostolo Paulo: as coisas que somos e que julgamos boas não passam de excrementos. Na igreja Presbiteriana, os adultos que se candidatam ao batismo devem responder de forma afirmativa à seguinte pergunta que o pastor lhes faz diante da congregação: “confessais que sois nascidos em pecado e incapazes de fazer o bem?”. O candidato responde: “sim, confesso.” Cá entre nós, eu não acredito que eles acreditem no que confessam...
            Pesquisas empíricas já demonstraram que igrejas liberais, sem casuísmos e ameaças, não crescem. Crescem aquelas que pregam o medo do inferno. Hobbes observou que há um único poder que comanda o comportamento das pessoas: o medo. É o medo, e não o amor, que torna a sociedade possível. As igrejas que mais crescem não são aquelas que pregam o amor, são aquelas que ameaçam com o medo. Os evangelistas que se tornaram famosos pelo seu poder de converter eram aqueles que pregavam horrores. Finney foi um famoso pregador avivalista norte-americano que arrastava multidões. Relata-se que as descrições que do Inferno eram tão vívidas que os ouvintes se agarravam aos bancos da igreja para não cair dentro dele.
            Hoje as coisas mudaram. Parece que as pessoas não se preocupam muito com a vida futura, Céu e Inferno. Essa vida futura é coisa tão incerta... As igrejas “evangélicas” descobriram que não é mais o medo que impulsiona as conversões: é a esperança do milagre. E milagre não é coisa do outro mundo. No outro mundo não há milagres. Milagres são coisas desse mundo. Dostoievski já observava que não é Deus que os homens procuram. São os milagres que ele pode fazer. Um Deus que não faz milagres está condenado à solidão.
            Todo o edifício do pensamento cristão é construído sobre a ideia do Inferno. Retire-se a ideia do Inferno do cristianismo e o cristianismo acaba. Sem o inferno, todas as doutrinas e dogmas perdem o seu sentido: a encarnação, a morte de Cristo na cruz, a Igreja, os sacramentos. Sem o perigo do Inferno por que haveria alguém de se converter? Converter-se ao cristianismo é colocar o Inferno no centro da alma e no centro do universo.

3Notas de um velho safado - Charles Bukowski




“Ai então meio que olho ao redor e ali está um tipo triste e bonito de menina (por volta dos dezessete anos) sentada perto de mim. ela tem esses longos cabelos loiros (sempre fui sensível a esses tipos de cabelos compridos, quer dizer, onde o cabelo desce até a bunda e você continua agarrando cabelos, fios e mais fios enquanto você trabalha e faz a coisa ficar muito sinfônica ao invés da mesma chatice de sempre).”

“Não sou esnobe; simplesmente não estou interessado no que a maioria das pessoas tem pra dizer, ou no que elas desejam fazer.”

“Qualquer um que pudesse me aguentar tinha muito perdão em sua alma. Eu simplesmente tinha que RECOPENSAR essa doce, pequena e querida gazela por possuir o culhão o discernimento e a coragem de ficar comigo.”

“Não existe nada tão chato quanto a verdade.”

“o indivíduo bem equilibrado é insano.”

“quase todo mundo nasce gênio e é enterrado imbecil.”

“prefiro ouvir sobre um vagabundo americano vivo, do que sobre um deus grego morto.”

“Nenhuma dor significa o fim da sensibilidade; cada uma de nossas alegrias é uma barganha com o diabo.”

“relação sexual é chutar a morte no cu e cantar ao mesmo tempo.”

“a diferença entre a arte e a vida é que a arte é mais suportável.”

“você se dá conta que o seu desejo ardente de justiça e de um mundo melhor é apenas uma fachada para ocultar a decadência e a vergonha e o fracasso que residem dentro de você?”

“o que mais pode ser o amor?
O senso comum de querer muito alguma coisa muito boa. Não precisa estar relacionado por laços de sangue. Pode ser uma bola de praia vermelha ou uma fatia de torrada com manteiga.
Você esta querendo me dizer que pode AMAR uma fatia d torrada com manteiga?
Somente algumas, senhor. Em determinadas manhãs. Sob determinados raios de sol. O amor chega e vai embora sem avisar.”

“o amor chega e vai embora sem avisar.”

“é possível amar um ser humano?
é claro, especialmente se você não os conhece muito bem, eu gosto de olhar para eles através da minha janela, caminhando na rua.”

“você diz que frequentemente sente essa loucura. O que é que você faz quando ela se apodera de você?
Escrevo poesia.
A poesia é loucura?
A não poesia é loucura.”

“bom, classe é algo que você vê, sente, a invés  de definir, você pode percebê-la nos homens também, em animais. você a enxerga em alguns artistas do trapézio enquanto caminham sobre o picadeiro. alguma coisa no andar, nos gestos. eles tem alguma coisa dentro e fora, mas é principalmente dentro e faz o exterior trabalhar.”

“eu sabia que tinha alguma coisa de errado comigo, mas eu não me considerava insano. Era simplesmente que eu não conseguia compreender como é que outras pessoas tornavam-se tão facilmente irritadas, para em seguida com a mesma facilidade esquecer a sua ira e se tornarem alegres, e como é que eles podiam ser tão interessados por tudo, quando tudo era tão chato.”