Mal comecei a ler esse livro, e já senti que vou gostar até o fim. Até onde cheguei não achei relação do titulo com o conteúdo, mas ainda falta bastante p acabar...
"A sexualida do homem é plana, basta-lhe esfregar-se um pouco. O sexo da mulher é um labirinto e ela está perdida dentro dele. Ela enfia seu sexo na mente do homem para refletir ali, mas o homem enlouquece ou foge. Se o homem tenta encontrar a mulher no labirinto, será presa fácil do minotauro."
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"Que coisa é uma água que não molha você, um sol que não ilumina e aquece você, um amor que não destrói você?"
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"Conheço uma mulher de 28 anos casada desde os 16 com um homem da mesma idade que ela; teem tres filhos e ela esta farta dele. Não é só o desgaste natural e os peidos hediondos, ela também sente vertigem. Considera aquilo como um erro da juventude (desejava fugir, abandonar o lar abafado, os pais azedos e envelhecidos, os irmãos que zombavam dela e caiu numa armadilha mil vezes pior). Ela jamais gostou dele, ela o despreza. O homem a persegue, a vigia, a ofende por supostas traições (diz ela que são supostas), bate nela de vez em quando: esta louco por ela, ama-a mais do que ninguém no mundo, diz que se ela o largar vai matar as crianças e depois se suicidar.
_ Não é o que você quer?
_ Não - diz e revira os olhos - O que eu quero é que se suicide e depois mate as crianças.
(Ela ri e eu rio. Seu olhar é frio.)
Uma noite dessas tiveram uma discussão. Ela queria dormir no quarto de empregada (desocupado desde sempre) e ele queria lhe enfiar a vara bem fundo. Ela se defendeu - coisa que tinha feito nos ultimos anos com relativo sucesso - e então ele bateu nela. Ela apertou um joelho contra o outro. Ele estava tão ansioso que ejaculou enquanto forçava a penetração. O sêmem esguichou no rosto dela, caiu nos olhos, deixou-a cega. Do jeito que pôde, foi até o banheiro para vomitar. Quando voltou, ele roncava sonoramente. Ficou agachada ao pé da cama e chorou até ficar sem forças. Tem um sonho: caminha a beira mar segurando minha mão, depois estamos numa igreja abandonada e encontramos um delicioso vinho. Bêbados, voltamos ao mar e em seguida aparecemos na coberta de um navio e dançamos sob a lua rodeados de marinheiros loiros. Acorda. As imagens do sonho se esfumam e o corpo do marido se torna nítido.. Uma sensação esquisita a empurra para a cama. Sobe em cima dele, agarra seu vencido orgão e o esfrega. Ele abre os olhos. Sem dizer palavras, trepam duas horas seguidas.
_ Foi incrível - me diz- A sequencia de orgasmos parecia não acabar mais.
Ela acaricia meu rosto, diz que me adora, que me deve a vida. Cada noite sonha comigo e ao acordar arranca faíscas do marido. Ele ignora que sou eu quem atiça sua mulher (ela diz que através do marido consegue ser minha, que jamais poderia fazer sexo comigo pois acabaria com a magia). Lembro-me de ter dito a ela que entre os que se amam o sexo não tem importância (nunca calo minha estúpida bocarra). EEla jura que só eu importo, que o marido é apenas um intrumento casual. Sem dúvida, sou um cara de sorte. Você não acha?"
Efraim Medina Reyes
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