sábado, 30 de agosto de 2014

citações - Charles Bukowski, no livro Miscelânea Septuagenária

“e você pode dizer o que quiser sobre os malefícios da bebida, mas sem ela jamais poderia encarar aqueles capatazes com seus olhos de roedores e suas testas incapazes. aqueles trabalhadores satisfeitos com feriados e com o seguro de vida. a verdadeira escravidão humana de homens que não sabiam que eram escravos que realmente achavam que eles eram os escolhidos. era a garrafa e somente a garrafa e todas as garrafas que me resguardaram de tudo aquilo. a cada dia sonhando com a noite quando estaria de volta em meu quarto, de pés descalços estendidos na cama, no escuro, abrindo a tampinha da garrafa tomando o primeiro e bom gole deixando a podridão, a decadência lentamente desaparecerem. acendendo um cigarro enlevado pelas paredes e pela luz da lua, através da janela eu inalava o jogo sujo e então exalava-o por completo desse jeito, então buscava outra vez a garrafa não por fraqueza mas por força: tomando aquele grande gole voltando a garrafa para seu lugar: cada homem vence a adversidade de um modo diferente.”

"... as bebidas estavam no comando e o mundo quase parecia um lugar aceitável." 

"Não brinque com a loucura, a loucura não brinca."

"Ninguém ronca como um vagabundo
exceto alguém que é casado com você."


"estava deprimido, bem, deprimido não, mas estava desanimado com a estrutura toda, o jogo todo, a vida toda."

"é comum, ele disse, depois e uma separação,
ficar ali sentado sentindo como se a alma tivesse sido
decapitada"


Charles Bukowski, no livro Miscelânea Septuagenária 

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