quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Chuck Palahniuk, no livro O Clube da luta


“O que Tylor fala sobre sermos o lixo e os escravos da história é como me sinto. Queria destruir as coisas bonitas que nunca tive. Queimar a floresta tropical amazônica. Bombear CFC direto para a camada de ozônio. Abrir as válvulas de descarga dos tanques dos superpetroleiros e destampar as plataformas de petróleo em alto-mar. Queria matar todos os peixes que não consigo comprar para comer e sujar as praias francesas que nunca verei.
Queria que o mundo todo chegasse ao fundo do poço.
Enquanto batia naquele garoto, o que queria mesmo era atirar entre os olhos de cada panda ameaçado de extinção que não trepava para salvar sua espécie e de cada baleia ou golfinho que desistiu e se deixou encalhar na praia.
Não pense nisso como extinção pense como diminuição de pessoal.
Durante milhares de anos os humanos foderam, sujaram e fizeram merda com este planeta e agora a história espera que eu limpe tudo.
(...)
Queria queimar o Louvre. Quebraria os mármores do Panteão com uma marreta e limparia a bunda com a Mona Lisa. Esse é o meu mundo agora.
Este é o meu mundo, o meu mundo, e as pessoas antigas estão mortas.”

“- Em que tipo de confusão você se mete todo fim de semana?
Respondo que simplesmente não quero morrer sem ter algumas cicatrizes.”

“Que eu nunca me sinta completo.
Que eu nunca me sinta satisfeito.
Que eu nunca seja perfeito.”

“Você compra móveis. E pensa, este é o último sofá que vou precisar na vida. Você compra o sofá e fica satisfeito durante uns dois anos porque, aconteça o que acontecer, ao menos a parte de ter um sofá já foi resolvida. Depois precisa do aparelho de jantar certo. Depois da cama perfeita. De cortinas. E do tapete.
            Então você fica preso em seu belo ninho e as coisas que costumavam ser suas agora mandam em você.”

"_ insônia é apenas um sintoma de algo maior.- meu médico falou. - Descubra o que está errado de verdade, ouça o seu corpo."


Chuck Palahniuk, no livro O Clube da luta

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