quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Mario Bortolotto, no livro Bagana na chuva

“Veio pra cima de mim com tudo. Eu falei.
‘Ei, calma ai, tô meio destreinado.’
Mentira, vinha transando com frequência. Mas eu sempre gostava de dizer que tava de molho e tal. As garotas se julgam especiais. Não há nada de mal em fazer uma garota se sentir especial, mesmo que você não a ame, ou sequer goste dela tanto assim. Aquela eu amava pra caralho. Resolvi gastar tudo o que tinha com ela. o problema é que ela fez um troço que na época eu achava inaceitável. Ela veio por cima. Bosta. Ela subiu em cima do meu pau e tudo ficou esquisito. Ela mexia furiosamente. Fiquei apavorado.
‘Porra, Angela, manera ai.’
‘Por quê? Tá ótimo.’
Ela mexia e eu sentia que a precoce ia emplacar. Puxei de uma vez de dentro dela antes que a porra desse as caras.
‘Merda, Cardan, por que você fez isso?’
‘Eu ia gozar.’
‘E daí? Eu também.’
Ela não aceitou minhas desculpas. Eu não aceitei o fato de ela ter ficado puta comigo e nada mais deu certo naquela noite.“


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