arranhar a pele
quebrar os discos do beck
agora não adianta escrever
pregar bilhetes na porta da geladeira
agora não adianta pegar leve na cocaína
agora não adianta falar em rehab
agora não adianta chorar
sentado na sarjeta do meu bar predileto
agora não adianta dedicar poemas
agora não adianta jogar as cinzas do Marbolro no ralo da pia
agora não adianta comprar a obra completa de Walt Whitman para ler nas férias abraçado contigo no sítio dos meus pais
agora não adianta obturar os dentes
agora não adianta prometer coisas que só o amor promete.
Diego Moraes
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