sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

poema de João Francisco

se já falei
desculpa
mas vou tratar de repetir
na verdade
bem difícil fazer isso
por aqui
se eu estivesse
na sua frente
falaria como se não houvesse fim
sem ter vergonha, por favor
trate de me chamar pra sair
sem ter vegonha, por favor
talvez a gente crie discursos
sem muito nexo
faremos varias perguntas
e muito sexo.
poderíamos cantar
uma musica que não sabemos
a letra.
beberemos algumas cervejas
fumaremos
até morgar.
podemos até correr
no meu apartamento
podemos gritar
sem medo
mas só antes das dez
depois
os vizinhos vão reclamar
do barulho excessivo
de felicidade.
poderemos torcer pra que ninguém entre pela porta
ou até chuta-la
só pra pedir um pão
mais uma cerveja, e um beck
mas você não pode
esquecer de deixar
um desenho marcado
na minha parede.
nem de trocar alguns poemas
só pra ouvir
outro ritmo seu.
não só seu coração
ou sua respiração
ofegante.
não só o abraço apertado
nem o beijo
prolongado.
to falando de quando te toco
como um instrumento
que nem conheço o som.
to falando de quando olho
no fundo da sua alma
e vejo o por que.
por que tá tudo bem
entre eu e
você.
to falando do prazer
simples prazer
de te conhecer.

João Francisco

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