Talvez eu tenha sido mordida pelo bicho que faz dar vontade de escrever
textão no dia da virada do ano. 2016 foi um ano do caralho. Tive dias de
tristeza extrema, chorei como nunca pensei que iria chorar, senti
aquele tipo de dor que parece ser inconsolável e tive vontade de trocar
de lugar com uma amiga pra ver o sofrimento dela amenizado nem que fosse
por algumas horas. Tentei imaginar minha vida sem uma pessoa, e passei
três dias com o coração apertado e desconcertado, e só
de pensar quase fiquei doente. Aprendi a arte de conviver e extrair
coisas positivas de situações que em dias passados teria chutado o pau
da barraca. Ao mesmo tempo em que fiquei mais sem paciência pra certas
coisas, aprendi a tolerar outras com a paciência de um monge. Aprendi a
dar mais valor a pequenos momentos com pessoas queridas, e enquanto
esperava por novos momentos, aprendi também a valorizar essa espera e
fazer dela um momento produtivo.
Não só nesse ano, diria eu que nos
últimos anos, tenho aprendido cada dia a julgar menos e a me colocar no
lugar do outro cada dia mais. As pessoas carregam histórias, alegrias,
dores, sentimentos que a gente nem pode imaginar, e a gente não perde
nada por ser simpático e amável com as pessoas.
Tive uma boa relação
com dinheiro esse ano. Estabilidade no emprego te traz pontos
negativos, mas no modelo de sociedade em que vivemos, traz muito mais
pontos positivos. Mas como diria Bukowski “os anos de pobreza me
tornaram cauteloso”. Não que eu não seja pobre hoje, sou sim, mas diria
que sou pobre com uma certa “fartura” se é que me entendem rs. Não tem
mérito nenhum em ajudar quem a gente gosta, mas poder ajudar a esses já é
de grande valia em tempos de crise.
O que esperar em 2017? Que a vida sorria pra gente, ou que ao menos a gente aprenda a sorrir pra ela.
Por que você parou de escrever no blog? Gostei muito dos seus textos mas gosto principalmente do seu instagram do Buk! Compartilhamos muito dos mesmos gostos!!! Você escreve muito bem pelo que percebi!!!! Beijos!
ResponderExcluir