domingo, 14 de abril de 2013

2Partes do livro - Bukowski – Crônica de um amor louco – ereções, ejaculações, exibicionismos – Parte I



“_ Quando vai se conformar com a ideia de ser bonita?
_ Quando as pessoas pararem de pensar que é a única coisa que eu sou. Beleza não vale nada e depois não dura. Você nem sabe a sorte que tem de ser feio. Assim quando alguém simpatiza contigo, já sabe que é por outra razão.
_ Então tá. Sorte a minha, né?”
 

“Depois me abracei a Cass e dormimos encostados um no outro durante quase uma hora. Não sei por quê, mas foi melhor do que se tivéssemos transado.”

“Na América a gente tem que ser vitorioso, não há escapatória, e é preciso aprender a lutar por ninharias, sem discutir, e de mais a mais, caso deixasse cair o novilho, era bem capaz de ter que levanta-lo sozinho.”

“O calor sempre revela o que a gente realmente é.”

“_ Viu, ele se identifica com todos os derrotados, assim ele se sente bem. Ta se preparando pra perder a jogada. Pode contar com a nossa ajuda. Foi logrado com esse papo de alma e é desse modo que a gente prende o rabo deles. Alma não existe. É pura cascata. Não existem ídolos, é tudo onda. Não existe ninguém vitorioso na vida, é pura cascata, papo furado. Não há santos nem gênios, tudo não passa de conversa mole pra boi dormir, conto da carochinha, só pro jogo continuar. Cada homem se esforça pra sobreviver e ter sorte, se puder, o resto não dá pra engolir.”

“_ Quando o cara não tem onde cair morto, e tá encurralado, faminto e cansado, ele é capaz de chupar pica, mamica, e até comer bosta para poder continuar vivo; ou se conforma ou se suicida, a raça humana não tá com nada rapaz. Não é flor que se cheira.”

“... e amor pensando bem, não passa de uma espécie de palavrão. Mas tinha qualquer coisa a ver com o que existia entre Linda e eu – amor. Era por isso que a gente vinha passando privações lado a lado, e bebia e morava junto. O que significava o casamento? Apenas uma FODA santificada e toda FODA santificada, sempre, em ultima análise, acaba, infalivelmente ficando CHATA, se transformando em OBRIGAÇÃO. Mas é isso mesmo que o mundo quer: Algum pobre filho da puta, encurralado e infeliz, com uma obrigação a cumprir.”

“Sou um assassino, mas não vou matar ninguém, tenho classe. Meu nome é Bukowski! Traduzido em SETE IDIOMAS! SOU O TAL! BUKOWSKI!”


“Claro que as noites de sábado eram as melhores. A gente tinha o domingo inteiro pra curar a ressaca. Na maioria das vezes apenas se arrumava outra, mas pelo menos no domingo de manhã não se precisava ficar dando duro numa agência de acessórios em troca de um salário de merda, num emprego que, no fim, se acabava largando ou indo pro olho da rua.”

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