" Olho em silêncio para ela. Mantenho a norma de não
discutir com mulheres. São muito ardilosas e perco sempre. Eu sou racional,
lógico e paciente quando discuto. Elas são irracionais, ilógicas e impacientes.
Me confundem rapidamente e não sei o que dizer."
"Quando Julia apareceu, achei que podia serenar meu
espírito para toda vida. E nos casamos. Erro. Ao meu lado, em quatro anos, se
transformou de uma mulher doce e lenta em uma mulher vertiginosa e corrosiva. O
casamento destrói tudo. Ou eu destruo tudo. Não sei. "
"dizem que escrever ajuda a compreender os problemas.
Comigo funciona ao contrário : cada dia estou mais confuso."
“Quando alguém tem o poder, cresce muito o filho da puta que
todos temos dentro de nós.”
“Tomei um banho. Bebi um litro de água gelada e olhei o
relógio: uma e quarenta e cinco. Que bom. Fiz muitas coisas em pouco tempo. Bebi
mais água e deitei ao lado de Julia. Ela roncava. Fiquei ouvindo um pouco. Abri
os olhos. Pelas persianas abertas entrava a luz da lua. Olho o teto. Não estou
com sono. Estou excitado talvez. O bom agora seria se Julia gostasse muito de
mim e me deixasse de pau duro ao cheiras suas axilas. Uma boa trepada é
sedativa. A gente se descarrega e pronto. Dorme como um urso. Ah, mas não. Ouço
enquanto ronca grosseiramente. Parece um caminhoneiro, porra! E fico de mau
humor. Vim todo feliz com meu pargo, me deito junto dessa mulher e já estou
irritado e com vontade de lhe dar um empurrão e jogá-la para fora da cama.”

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