Por que perdi tanto tempo nessa vida sem transar??? Muita
burrice, esse é um trauma que vou levar comigo para o caixão. Idiota essa
religião que me privou de aproveitar o máximo de prazer que o corpo humano pode
ter. Pelo menos máximo de prazer com pouco dinheiro e poucos recursos. Agora
estou eu aqui com trinta anos nas costas, tendo estado virgem até os 22 e só
tendo conhecido um pau na vida. Puta sacanagem. Tantos prazeres deixei de
viver, deixei de sentir. E não venha me dizer “melhor assim, com um só parceiro,
você não tem como dizer se ele é ruim já que não tem com o que comparar”. O
problema é justamente esse. Se esse sexo que faço com ele já é tão bom, imagina
se existir algo melhor ainda? Haaá.... Já basta tantos prazeres da vida de que
sou privada por não ter dinheiro, por não ter nascido em família abastada, por
ter nascido brasileira. Sexo é bom de mais. Não sei como tem gente que consegue
viver sem isso. Desabafo sem objetivo.
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
Óculos cor de rosa
Hoje chorei de vergonha da minha mediocridade, da minha pequenes. Nem me conheço, vim até aqui achando que eu valia a pena pra alguma coisa. Sou insignificante e não sei nem de mim. Porcaria de vida que vem levando a gente pra onde bem quer. Não me diga que posso escolher entre isso ou aquilo. Não posso, parece que alguém já tomou as decisões por mim, eu só tenho que andar na linha e fazer o que esperam que eu faça. Mas nem isso tô conseguindo. Essa linha nunca me agradou, mas antes eu me enganava, achava que a seguindo chegaria ao lugar certo e perfeito. Pura enganação. Tô nessa linha desde que nasci, e cadê esse lugar certo que não chega nunca? será que só no fim da vida? no ultimo suspiro agonizante? quem inventou essa merda toda, e por que eu acreditei? escola de merda que serve pra enquadar a gente e nos deixar olhando para mesma direção. Como se essa direção fosse certa ou boa. Escola de merda, que se a gente não participa dela, as coisas ficam piores ainda.
Eu quero meu óculos cor de rosa de volta. Quem roubou?
Feios, bonitos, dentro e fora dos padrões
Tem essa
coisa na nossa sociedade, a valorização exacerbada da aparência. Claro que tem
coisas que contam na aparência, alguns detalhes dela revelam ou te dão uma dica
do que se tem por dentro. Mas essas coisas que contam não estão necessariamente
ligadas ao físico da pessoa e sim na forma como se veste, se cuida , no corte
de cabelo, na barba que se tem ou não. Mas a nossa sociedade tente a avaliar as
pessoas, pelo formato do rosto, do nariz, da bunda, do peso. A vida da pessoa
feia não deve ser muito fácil, e é claro que como tudo na vida, ser feio trará
ônus e bônus. Mas as vezes fico vendo as pessoas na rua, no banco, no ônibus,
no metrô e como o comportamento das pessoas é diferente quando entra uma pessoa
tida como bonita na nossa sociedade. Os olhares se voltam, as pessoas chegam um
pouquinho pro lado pra dar lugar pra esse bonito sentar. Portas se abrem pra
essas pessoas. Sei de pessoas que “subiram” em cargos em suas empresas só por
serem bonitas. E não estou falando de transar com o chefe pra subir. Se tiver
uma mulher bonita e uma feia, com a mesma formação concorrendo a um cargo,
podes crer que a bonita vai entrar. Estou falando a grosso modo, claro que
outros fatores contam ponto, mas num geral as pessoas querem ficar perto de
gente bonita. Eu que tento ser desprovida
de preconceitos me pego pensando coisas
horrendas como “não vou lá, tem muita gente feia”. Que vergonha admitir isso,
mas as vezes eu penso assim. Alguém compartilhou dia desses no face que “gente feia é igual a gente bonita, só que
feia”, soa engraçado, mas é a pura verdade. Gente feia tem as mesmas
necessidades, talvez algumas a menos por já terem se acostumado com a falta de
beleza. Digo isso, porque geralmente a pessoa bonita já espera por certos
elogios e por certos olhares quando vai aos lugares e quando posta fotos. Já a
feia nem tanto, anda mais desprovida dessa expectativa e acaba não tendo essa
necessidade.
Eu sei que
existem padrões e padrões de beleza. Eu sei que quem ama o feio bonito lhe
parece. Eu sei que tem gente que eu acho feia e você pode achar bonita. Eu sei
que aparência não é tudo. Sei de todas essas coisas. Não sou padrão de beleza
nem de inteligência. Não sou uma pessoa bem resolvida. Talvez esteja eu aqui
falando da vida da pessoa feia porque eu seja uma pessoa feia. Me considero uma
pessoa dentro dos padrões básicos. Tenho uma prima que mora longe e dia desses veio
me visitar e no sábado foi a um show, ela é uma pessoa considerada bonita nos padrões
da nossa sociedade. Um metro e sessenta e pouco, loira, cinturinha de pilão,
bunda grande, corpinho de violão. Fui leva-la ao ponto de ônibus. Cristo amado,
vocês não tem noção de como foi. Todos os homens do caminho olhavam para ela, o
cara que passou de bicicleta, o cara que atravessou a rua, o taxista que passou
dirigindo, o cara que passou de mão dada com a namorada, ate algumas mulheres
olharam também. Tive uma sensação de ser invisível. Eu até queria ser invisível,
mas não assim. Pior foi eu falando com minha mãe ao telefone contando
essa história e ela dizendo ‘minha filha, mais vale é o que a pessoa tem no coração”,
foi triste ouvir isso.
Fiquei
pensando como deve ser a vida da pessoa bonita. Ter os olhos voltados pra ela o
tempo todo. Até tive um tempo quase
assim quando eu era adolescente, a juventude também atrai os olhares. Tem um ‘quê’
de coisa boa em ter os olhos em você, afinal é atrás disso que tanta gente
vive, o bbb taí pra provar isso. Me lembro de estar em ponto de ônibus e os
caras pararem pra oferecer carona. Me lembro de taxista me oferecendo carona.
Meu primeiro namorado foi um cobrador de ônibus que me via descer todo dia no
mesmo ponto e no dia de folga ficou andando por ali pra ver se me via. Que
coisa tosca, nem acredito que aceitei namorar com ele. Mas se eu fosse feia não
teria passado por essas histórias. Ou talvez
teria, não tenho como saber. Hoje com trinta anos, alguns sinais do tempo
começando a aparecer já não atraio tantos olhares. Mas tá bom, não acho isso
tão ruim assim. Vivo lutando pra perder
peso, e esse ano disse pra mim mesma que iria entrar pra uma academia, embora
não goste nadinha . Fico me convencendo que é por saúde. Mas acho que nem é, na
verdade devo estar em busca da jovialidade perdida, da beleza lá de trás, como
se ela pudesse ser recuperada. Isso também é o que a grande maioria tá em
busca. Tanto botox, plásticas, malhações... tudo em busca de coisas que não
voltam mais. Ai me vejo criticando a sociedade, as pessoas, e quando penso nessas
coisas vejo que sou igual a elas. Igualzinha.
Pra namorar e
casar nunca me imaginei ao lado de um
cara mega bonito. Posso estar enganada,
mas sempre tive a impressão de que os bonitos sabem que são bonitos e por isso são
um pouco esnobes. To falando daqueles bonitos, lindos, meio modelos. Talvez
seja só um pouco de insegurança que já tinha comigo. Medo de ouvir as pessoas dizerem
“esse cara é muito bonito pra essa menina”, sempre preferi o contrário. A vida
foi rolando e acho que casei com alguém assim como eu, dentro dos padrões de
normalidade.
Sei que toda minha fala aqui esta carregada de preconceitos. estranho seria se não estivesse.
Me perdi, nem
era isso que eu queria falar.
Afrodisíaco
Nada me excita mais que inteligência. Fico me analisando e
querendo saber o porquê disso. Não sei se entra dentro de algum fetiche, coisa
bizarra, fora do normal. Não tô falando de um cara que tenha acumulado conhecimentos
ao longo de uma vida de estudos ou não. Tô falando daquela inteligência que me
desafia, que vai na lógica e até fora dela, que vai no enfrentamento, no não se
render, no não se alcançar.
Sabe quando você sabe que o cara sabe do que está falando,
que fala com propriedade, e que sabe do que ta falando porque pensou sobre e
não porque leu? Sabe aquela inteligência que te dá uma pontinha de inveja lá no
fundinho da sua alma, e você pensa "cacete, queria ser assim"? Essa
inteligência pra mim está estritamente relacionada a autoconhecimento. Vivemos
diante de pessoas que não se conhecem. Acumulam conhecimentos dos mais variados
tipos. As pessoas se especializam sobre os mais diversos temas, tem gente que
sabe tudo sobre informática, sobre todos os teóricos da educação, sobre
plantações de batata, sobre a vida dos animais aquáticos, sobre buracos negros.
Dentre esses, tente achar um que se conheça, que não tenha medo de pensar, que
se dê ao luxo de ser o que é. Raramente irá encontra-lo.
Tudo coopera para que esse cara não exista. A sociedade nos molda,
nos cria, para seguirmos certos padrões e nos encaixarmos nos grupos existentes
de alguma forma. A estrutura da vida não coopera pra que isso ocorra. Se
conhecer exige tempo e descanso. Exige mente vazia de outras coisas pra poder
então se encher de si mesmo. Temos que trabalhar oito horas por dia, mas o
tempo que se leva de casa ao trabalho, do trabalho em casa, tempo pra comer,
arrumar as coisas. Alguns trabalham ainda aos sábados, domingo as pessoas se
ocupam de outros afazeres como igreja e visita a parentes. O que sobra pra si? Quem
nesse mundo atual encontra um tempo pra deitar de barriga pra cima em sua cama
e olhar pro ventilador de teto sem pensar em nada? E na verdade, indo mais
além, quem quer isso? Quem tem tempo pra
isso, muitas vezes tem medo de pensar e prefere ocupar seu tempo com televisão,
revistas, internet, entre outras coisas. Mas alguns, poucos bem poucos, se
destacam nesse meio. Tiram tempo de onde não tem pra isso. Geralmente não são
os desocupados, conseguem de alguma forma deixar de dormir, mas não deixam de
se dar esse tempo. Andam por ai pelas ruas como mais um pra estatística, mas
quando você conversa com um desses, logo consegue diferenciá-los.
Até ai tudo bem, acredito não ser a única a achar que esses caras
tem um ‘que’ a mais, que têm um encanto diferenciado, mas o que não me entendo
e fico aqui matutando gastando tempo comigo mesma e me pergunto é o porquê desses
caras morarem nas minhas fantasias sexuais. O que tem a ver uma coisa com a
outra? Não tenho muitos nesse patamar não, talvez dois ou três, e muito mais
figuras do meu imaginário cibernético que da vida real, mas vira e mexe eles
aparecem em meus pensamento nas horas mais impróprias (se é q me entendem).
Esses caras num geral passam uma imagem de autossuficiência, de um
‘não preciso de você’, de um ‘eu me basto’. Talvez seja isso que me atraia,
pensando aqui enquanto escrevo, olha a que conclusão cheguei, talvez uma
conclusão meio de doida, mas que tem um pouco de lógica (da minha lógica).
Gosto de imaginar um cara desse ‘mortinho’ na minha mão. Sabe quando o homem
sucumbe diante do prazer, da gozada? E se desmancha diante de você pelo prazer
que você proporcionou naquele momento? Talvez seja isso... ver nele uma espécie
de rendição, ver nele um ‘dobrar-se’ pelo prazer que eu e meu corpo tenhamos lhe
proporcionado. Talvez tenha mais coisa ai que eu ainda vá descobrir...
Assinar:
Postagens (Atom)



