Nada me excita mais que inteligência. Fico me analisando e
querendo saber o porquê disso. Não sei se entra dentro de algum fetiche, coisa
bizarra, fora do normal. Não tô falando de um cara que tenha acumulado conhecimentos
ao longo de uma vida de estudos ou não. Tô falando daquela inteligência que me
desafia, que vai na lógica e até fora dela, que vai no enfrentamento, no não se
render, no não se alcançar.
Sabe quando você sabe que o cara sabe do que está falando,
que fala com propriedade, e que sabe do que ta falando porque pensou sobre e
não porque leu? Sabe aquela inteligência que te dá uma pontinha de inveja lá no
fundinho da sua alma, e você pensa "cacete, queria ser assim"? Essa
inteligência pra mim está estritamente relacionada a autoconhecimento. Vivemos
diante de pessoas que não se conhecem. Acumulam conhecimentos dos mais variados
tipos. As pessoas se especializam sobre os mais diversos temas, tem gente que
sabe tudo sobre informática, sobre todos os teóricos da educação, sobre
plantações de batata, sobre a vida dos animais aquáticos, sobre buracos negros.
Dentre esses, tente achar um que se conheça, que não tenha medo de pensar, que
se dê ao luxo de ser o que é. Raramente irá encontra-lo.
Tudo coopera para que esse cara não exista. A sociedade nos molda,
nos cria, para seguirmos certos padrões e nos encaixarmos nos grupos existentes
de alguma forma. A estrutura da vida não coopera pra que isso ocorra. Se
conhecer exige tempo e descanso. Exige mente vazia de outras coisas pra poder
então se encher de si mesmo. Temos que trabalhar oito horas por dia, mas o
tempo que se leva de casa ao trabalho, do trabalho em casa, tempo pra comer,
arrumar as coisas. Alguns trabalham ainda aos sábados, domingo as pessoas se
ocupam de outros afazeres como igreja e visita a parentes. O que sobra pra si? Quem
nesse mundo atual encontra um tempo pra deitar de barriga pra cima em sua cama
e olhar pro ventilador de teto sem pensar em nada? E na verdade, indo mais
além, quem quer isso? Quem tem tempo pra
isso, muitas vezes tem medo de pensar e prefere ocupar seu tempo com televisão,
revistas, internet, entre outras coisas. Mas alguns, poucos bem poucos, se
destacam nesse meio. Tiram tempo de onde não tem pra isso. Geralmente não são
os desocupados, conseguem de alguma forma deixar de dormir, mas não deixam de
se dar esse tempo. Andam por ai pelas ruas como mais um pra estatística, mas
quando você conversa com um desses, logo consegue diferenciá-los.
Até ai tudo bem, acredito não ser a única a achar que esses caras
tem um ‘que’ a mais, que têm um encanto diferenciado, mas o que não me entendo
e fico aqui matutando gastando tempo comigo mesma e me pergunto é o porquê desses
caras morarem nas minhas fantasias sexuais. O que tem a ver uma coisa com a
outra? Não tenho muitos nesse patamar não, talvez dois ou três, e muito mais
figuras do meu imaginário cibernético que da vida real, mas vira e mexe eles
aparecem em meus pensamento nas horas mais impróprias (se é q me entendem).
Esses caras num geral passam uma imagem de autossuficiência, de um
‘não preciso de você’, de um ‘eu me basto’. Talvez seja isso que me atraia,
pensando aqui enquanto escrevo, olha a que conclusão cheguei, talvez uma
conclusão meio de doida, mas que tem um pouco de lógica (da minha lógica).
Gosto de imaginar um cara desse ‘mortinho’ na minha mão. Sabe quando o homem
sucumbe diante do prazer, da gozada? E se desmancha diante de você pelo prazer
que você proporcionou naquele momento? Talvez seja isso... ver nele uma espécie
de rendição, ver nele um ‘dobrar-se’ pelo prazer que eu e meu corpo tenhamos lhe
proporcionado. Talvez tenha mais coisa ai que eu ainda vá descobrir...

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